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Os professores da rede estadual de ensino podem paralisar as atividades a partir de agosto, no início do segundo semestre do ano letivo.
Esta é uma das propostas que estão sendo discutidas no nono Congresso Estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), que começou na quinta-feira e vai até sábado no Clube Recreativo Chapecoense, em Chapecó, no Oeste do Estado.
Aproximadamente 600 delegados foram eleitos nas respectivas regiões de atuação para o evento, que é realizado a cada três anos.
— Vamos discutir o nosso plano de lutas para os próximos três anos — explicou uma das organizadoras do encontro, a coordenadora regional do Sinte em Chapecó, Alvete Bedin.
Uma das reivindicações do Sinte é que o Estado estabeleça um piso salarial equivalente ao nacional, que é de R$ 950. Alvete afirmou que o atual piso é de R$ 509 e que o governo do Estado alega que paga o piso nacional incorporando um abono de R$ 100, prêmio educação de R$ 200 e vale-alimentação de R$ 132. No entanto, os ganhos "extras" não são incorporados para cálculo de outros benefícios, como a aposentadoria.
— Queremos que o piso seja de R$ 950 — disse Alvete.
Categoria pede audiência com secretário de Estado
O Sinte também quer a retirada dos projetos de lei encaminhados pelo governo para a Assembleia Legislativa, que tratam da reformulação do plano de carreira, municipalização da educação infantil e municipal e normas para a contratação de professores temporários (ACTs).
O sindicato pretende discutir os projetos com a base e entende que a proposta do governo extingue alguns direitos. Outra reivindicação do sindicato é uma audiência com o secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer, para discutir essas propostas.
Fonte: DC
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