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A Air France informa que a partir de domingo, 7 de junho de 2009, o voo AF 447, entre os aeroportos Galeão (Rio de Janeiro) e Charles de Gaulle (Paris), receberá a numeração AF 445. O voo AF 444 entre Paris e Rio de Janeiro mantém a numeração.
Na manhã desta sexta-feira, um pequeno grupo de familiares de passageiros do Airbus A330, que desapareceu no litoral brasileiro na noite de domingo com 228 pessoas a bordo, viajou para Recife (PE) a fim de acompanhar de perto as buscas pela aeronave. Os familiares devem retornar ao Rio de Janeiro ainda hoje. Não foi divulgado o horário de retorno nem o número exato de representantes. Eles partiram do aeroporto do Galeão, em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).
Ontem, o brigadeiro Ramon Cardoso, diretor do departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, revelou que o pallet (espécie de porta-bagagem) içado no início pela Marinha no oceano Atlântico não pertencia ao Airbus da Air France. Segundo ele, o objeto é feito de madeira, material que o avião não continha.
O governo francês lamentou a negativa nesta sexta-feira. Em uma entrevista à rádio francesa RTL, o secretário francês de Transportes, Dominique Bussereau, disse que a revelação de que o destroço não era do avião da Air France é uma "má notícia".
Para Bussereau, a prioridade das buscas deve ser encontrar as caixas-pretas, ou seja, os registros de dados. "O tempo está contra nós. Precisamos fazer de tudo para recuperar os registros de voo."
Velocidades incoerentes
Em um comunicado à imprensa, o Centro de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês) afirmou que é possível estabelecer, "a partir da avaliação das mensagens automáticas transmitidas pelo avião, uma incoerência das diferentes velocidades medidas".
A aeronave possui diferentes aparelhos para mensurar a velocidade, e os investigadores disseram que havia "uma incoerência entre essas velocidades".
Ainda segundo o comunicado, a investigação permite confirmar que o avião voava em uma zona de forte tempestade no momento em que teria ocorrido o acidente.
A nota diz que "esses são os únicos elementos estabelecidos" e pede que se evitem "todas as interpretações apressada ou especulação".
Nos últimos dias, as autoridades francesas têm pedido "cautela" na divulgação de informações sobre o acidente.
Nos últimos cinco dias, desde que as buscas pelo Airbus tiveram início na costa brasileira, a aproximadamente 650 km ao norte de Fernando de Noronha, 11 aeronaves da FAB já sobrevoaram uma área de 185.349 km², o equivalente ao território do Estado do Acre, em busca de sobreviventes, corpos e destroços.
Fonte: Agência UOL
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